História do Banestado

O Banco do Estado do Paraná foi fundado em 15 de outubro de 1928, por iniciativa de Affonso Alves de Camargo, Presidente do Estado do Paraná. A instituição se destinava a atender as exigências de um mercado agrícola, comercial e industrial em crescimento.

1928

Passado o ciclo do mate, o objetivo agora era aproveitar a expansão do café, que se tornava, de repente, o grande chamariz das migrações internas, ocupando as terras do norte do Paraná. E o Banco do Estado do Paraná era, sem dúvida, a instituição financeira à altura dessa realidade emergente, canalizando as energias produtivas, de tal modo que não se dispersassem.

As atividades do Banco iniciaram-se a 28 de novembro de 1928, na sua agência matriz que funcionava no prédio da esquina das ruas XV de Novembro e Monsenhor Celso.

A Diretoria era composta por:

Diretor Presidente: Pretextato Pennafort Taborda Ribas
Diretor Superintendente: Cel. Joaquim Augusto de Andrade
Diretor Gerente: Jacques Clostermann

Uma das primeiras medidas tomadas foi a abertura de agências no interior e instalaram-se em Paranaguá, Jacarezinho e Cambará.

Ocorreu, a seguir, um período de euforia com a criação de filiais e escritórios. Embora se registrassem sinais de crescimento, a baixa captação não estimulava ilusões.

O “crack” da Bolsa de Nova Iorque no ano seguinte, trouxe consequências desastrosas para a economia mundial. A sucessiva quebra de empresas compunha a imagem de uma economia em ruinas. O Banco do Estado não ficou imune a essa devastadora situação.

Créditos em liquidação infrutíferos, captação zero, balanço no vermelho. As operações, de um modo geral, suspensas, conferiam ao quadro gerencial uma expressão de desalento, tendo em vista as portas fechadas, algumas vezes. Mas o Banco não deixou de funcionar.

1935

A economia mundial voltou a demonstrar algum alento a partir de 1935. O Paraná ampara-se nas exportações de madeira. Refortalecido, o Banestado se destaca novamente pela sua política de acentuado apoio à economia regional. Foi o início de uma recuperação lenta mas crescente.

Restabelecido o equilibrio institucional, a Diretoria volta-se para o processo de aquisição da sede própria. Prioriza a negociação no rumo do prédio onde se encontrava desde a fundação, na esquina da Rua XV de Novembro com a Monsenhor Celso. A Diretoria manteve-se nessa sede até 1963.

O irrompimento da 2ª  Guerra Mundial obriga o banco a refrear a expansão e acautelar-se nas operações de crédito, face a indefinição do conflito. Após a rendição dos países totalitários e consolidada a paz, o preço do café experimenta reações inusitadas e provoca novo surto migratório no norte, oeste e sudoeste do Estado. Aparelha-se o Banestado para financiar a produção decorrente desse fenômeno demográfico que faz das lavouras de café uma extraordinária alavanca de prosperidade.

1953

Duas geadas, entretanto, em 1953 e 1955, viriam subverter essa paisagem hegemônica. Maior produtor do país, o Paraná contemplou, desolado, a perda quase total da lavoura cafeeira. Urgia diversificar e melhorar a qualidade dos produtos, já que o próprio café perdia mercados para a Colômbia e Venezuela e adotar novos modelos de incremento à produção. Era chegado o momento de estimular a indústria de transformação de alimentos, investir no algodão, rami, cana de açúcar, trigo e outros bens de consumo. Diante dessa nova encruzilhada, o banco optou pelo melhor caminho.

1960

Depois de assimilar os períodos de crise, o banco iria viver um novo tempo. O governo, empossado em 1960, cria mecanismos de desenvolvimento integrado para suprir a carência de sua infra estrutura. A senha é diversificar o setor primário e criar condições para uma política de industrialização. É o grande salto histórico. A Codepar-Companhia de Desenvolvimento do Paraná- é o primeiro passo dessa escalada ascensional. Na esteira desse planejamento técnico avultam outras siglas: Telepar, Celepar, Sanepar, Fundepar,  Famepar, Emopar, Copasa e outras tantas. O Banco se moderniza e se beneficia dessas transformações fundamentais ao futuro do Estado. Os lucros aumentam, o capital quintuplica, o Banestado se consolida.

1966

Em maio de 1966 ocorreu a incorporação do Banco do Paraná S.A. e dois anos após, a aquisição do controle acionário do Banco Alfomares S.A.de São Paulo.  São dezenas de novas agências espalhadas noutros Estados, elevando-lhe o prestígio na comunidade financeira.

1970

Incorporados os bancos e a Codepar, o Banco só foi conhecer dificuldades em 1970, quando enfrentou situação crítica, debeladas a tempo. Refeito, mais uma vez, o Banestado iria viver a era da soja, graças à sua alta cotação no mercado internacional. Cultivado no mesmo espaço, ensejava a produção de trigo. Financiando-lhes o processo de comercialização e exportação, o Banco repartiu com esses parceiros o alto índice de lucratividade. Apesar dos contratempos, o Banco classificou-se entre os cinco primeiros do ranking estadual e entre os maiores do Brasil.

1972

A idéia de um conglomerado financeiro emanou da necessidade de ajustar-se à modernização e à racionalização praticadas nos países do  primeiro mundo. Em 25 de fevereiro de 1972 criou-se o Conglomerado Banestado composto de seis empresas afins, com o objetivo de reduzir custos e assegurar a eficiência empresarial do conjunto.

1973

Conviveu o Banestado com a crise do petróleo em 1973, mas o setor agropecuário, extremamente dinâmico, atenuou-lhe o peso da retração econômica.

Atualizando-se, permanentemente, para acompanhar a evolução do mercado, a ampliação dos serviços e as novas tecnologias aplicadas, viu-se o Banestado na contingência de dilatar seus espaços e racionalizar seu desempenho. Em face disso, construiu no bairro de Santa Cândida, em Curitiba, imponente e funcional Centro Administrativo, onde concentrou as atividades do Conglomerado.

 

A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipú, o sucessivo fluxo de mercadorias paraguaias pelo porto de Paranaguá e a antevisão da importância do Mercosul, repercutiram na estratégia desenvolvida pelo Banco, naquela área, tendo em vista um novo perfil da economia regional.

1980

O Banco Del Paraná, instalado em 26 de novembro de 1980, nasceu dessa nova realidade, da preocupação de proteger os interesses nacionais e de estimular maior participação  de empresários brasileiros no comércio exterior.

1990

A década de 90 assinalou o conceito de  Banco Múltiplo. O novo quadro financeiro do país apontava para a redução de custos, uma virada nos métodos tradicionais. Impôs-se o enxugamento das estruturas, diminuindo diretorias nas empresas coligadas.

 

A implantação do Programa de Qualidade Total mobilizou e motivou todo o quadro funcional, que procede a um atendimento personalizado de imediata repercussão positiva.

O Banestado veio se adaptando, sistematicamente, às evoluções ocorridas no Sistema Financeiro Nacional, promovendo ajustes na estrutura organizacional, concentrando esforços no aprimoramento de recursos humanos, dando ênfase aos investimentos em tecnologia e se modernizando. Habilitando-se, enfim, para enfrentar os desafios do próximo século.

2000

Todavia, o vendaval privatizante que varreu o país nos anos 90, não poupou o Banestado, que teve seu controle acionário adquirido pelo Banco Itaú em outubro de 2000.

O Banco chegou a contar, antes da privatização, com 11.000 funcionários e possuía 376 agências e 170 postos de atendimento bancário. O número de contas, nessa época, era de 436.205 pessoas físicas e 115.554 de pessoas jurídicas, incluindo o governo.